A calma da ria embala a quente manhã de julho e a lenta romaria até à praia. Portugueses e estrangeiros fazem-se ao caminho para a Praia do Barril. Cerca de um quilómetro separa terra firme do areal.

Ao chegar à pequena locomotiva que nos leva até à praia, a venda dos bilhetes faz-se com a voz sábia de Manuel Conceição, que não perde o norte aos trocos, mas já perdeu a conta ao número de pessoas que já levou até ao lado de lá.

Hoje nos bilhetes. Tantas vezes a comandar as máquinas. Esteve na guerra, trabalhou na terra, nas obras, até que veio parar a este posto.

A comandar as máquinas está hoje Luís Semião, que sempre que pode aproveita também para dar um mergulho no quente mar que banha a praia do Barril.

Hoje leva turistas, noutros tempos a locomotiva servia o Arraial de Pesca do Atum. Fundada em 1867, a Armação do Barril dedicava-se à pesca entre os meses de abril e setembro. Nessa altura, oitenta famílias da região mudavam-se para a praia e aqui viviam da pesca e para a pesca.

Por aqui, a pesca do atum deixou de se fazer na década de 60, mas a memória desses tempos está ancorada no areal da praia. Lado a lado com veraneantes, 248 âncoras lembram a história que aqui se viveu por um século.

As receitas de atum, essas mantêm-se e são deliciosas.​

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