Transformado em parque infantil, o Castelo de Alvor já foi edifício importante na defesa do Algarve.

Alvor foi posto comercial na época romana e deve o nome a um importante General Aníbal. Na ocupação muçulmana, Aníbal virou Albur e mais tarde Alvor.

As marcas da ocupação árabe estão cá, a capela de S. João foi noutras épocas uma mesquita. A imponência da Igreja Matriz vem lembrar que a reconquista cristã se fez. E reza a lenda que terá sido nesta pequena vila piscatória que morreu D. João II.

Certeza é que esta terra, que no verão se enche de turistas de todas as nacionalidades, é de boa gente e de bom peixe. As bancas do mercado de Alvor dizem-nos isso mesmo. O peixe chama a atenção, o sotaque cerrado de quem aqui trabalha também. Logo a seguir, chama-nos a atenção as alcunhas dos alvorenses. Conhecemos uma Lagarta, ouvimos falar de um Porco, de um Burro, de um Trinta Diabos, de um Pau Danado e de tantos outros nomes que não podemos dizer.

Saímos do mercado. Vamos até ao porto de pesca, onde hoje há mais conversa do que peixe. Os antigos pescadores falam de outros tempos e da época em que também eles iam até à Ilha do Amor. É uma pequena língua de areia que se forma quando a maré desce. Rezam os antigos que era refúgio de muitos namorados e muitos alvorenses terão sido feitos lá.

Seguimos caminho. E encontramos João Miguel, um antigo pescador, que sabe ainda de cor muitas das pragas que as gentes de Alvor rogavam uns aos outros e o melhor é fugir antes que nos seja rogada alguma.