O processo contra Duarte Lima por homicídio de Rosalina Ribeiro conheceu esta semana desenvolvimentos. Chegou a Portugal um pedido da justiça brasileira para interrogar o ex-deputado. Já no julgamento da suposta burla ao BPN uma testemunha garantiu que no Brasil o antigo líder parlamentar do PSD contactou a vítima através de um telemóvel suíço que a rede Monte Branco entregava aos clientes: tudo para escaparem ao controlo das autoridades.

O depoimento do inspetor tributário de Braga ocupou duas sessões e meia, no julgamento em que Duarte Lima responde por burla ao BPN, Paulo Silva que investigou a rede suíça de lavagem de dinheiro, batizada com o nome «Monte Branco» fez ainda revelações úteis ao processo brasileiro, o mesmo em que o ex-deputado responde pelo homicídio de Rosalina Ribeiro.

Já se sabia que Duarte Lima tinha usado um telemóvel suíço para contactar a vítima no dia do crime, mas o inspetor tributário veio agora esclarecer que o aparelho tinha sido entregue ao ex-deputado por Michel Canals, o líder da rede suíça que desta forma ajudaria os clientes a escaparem à vigilância das autoridades.

O inspetor recordou mesmo uma escuta telefónica, no verão de 2011, em que um dos membros da rede Monte Branco pergunta ao outro se o telemóvel de Duarte Lima já estaria desativado.

Rosalina Ribeiro foi morta a 7 de dezembro de 2009, Duarte Lima foi acusado de homicídio em 2011, logo na altura o advogado português explicava por que razão Lima não iria ao Brasil

Duarte Lima não se apresentou à justiça brasileira, mas a justiça brasileira apresentou-se a Duarte Lima esta semana chegou a terceira carta rogatória. As autoridades pedem o interrogatório ao ex-deputado é o que falta para o juiz de Saquarema decidir se leva o caso a julgamento, há meses atrás o antigo lider parlamentar do PSD garantia que desta vez vai responder até porque já conhece a acusação.