O Ministério Público (MP) acusou Duarte Lima de abuso de confiança, por apropriação indevida de mais de cinco milhões de euros de Rosalina Ribeiro, de cuja morte é acusado no Brasil.

Em causa está, segundo o MP, a apropriação indevida por Duarte Lima de 5.240.868,05 euros que Rosalina Ribeiro lhe transferiu, a título provisório, em 2001, para uma conta na Suíça para que este guardasse a verba enquanto decorressem as ações judiciais interpostas pelos herdeiros do empresário português Lúcio Feteira contra Rosalina Ribeiro.

Na posse de tal montante, Duarte Lima utilizou-o em proveito próprio, apropriando-se do mesmo, sem nunca o ter restituído a Rosalina Ribeiro”, explica o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

Duarte Lima, ex-líder da bancada parlamentar do PSD, foi acusado em 2011 pelo Ministerio Público do Brasil pela morte de Rosalina Ribeiro e deverá começar este ano a ser julgado à revelia no Tribunal de Saquarema.

O homicídio ocorreu 07 de dezembro de 2009.

Rosalina Ribeiro, que foi secretária e companheira do milionário português radicado no Brasil Lúcio Tomé Feteira, falecido em 2000, foi morta a tiro e o corpo foi encontrado numa estrada de terra batida em Maricá, nos arredores do Rio de Janeiro.

 

Duarte Lima diz que MP arquivou queixas de Olímpia Feteira 

Duarte Lima confirmou que foi notificado da acusação de abuso de confiança, mas que o Ministério Público arquivou as queixas de Olímpia Feteira contra ele.

Numa nota enviada à comunicação social, o ex-deputado do PSD escusa-se a comentar a acusação do Ministério Público por apropriação indevida de 5.240.868,05 euros, mas refere que, no mesmo despacho, o MP "arquivou todas as queixas que lhe deram origem", apresentadas por Olímpia Feteira, filha do milionário português já falecido Lúcio Tomé Feteira, em 2011.

E, acrescenta Duarte Lima, "tal como já havia acontecido com idênticas queixas por ela formuladas, e pelos mesmos factos, apresentadas na Suíça na mesma data", e das quais diz ter sido absolvido pelo Tribunal da Relação de Zurique, em fevereiro de 2013.