O principal suspeito da morte de um jovem de 19 anos, na terça-feira à noite, na sequência de uma rixa no Cacém (Sintra), deverá ser presente «ainda hoje a tribunal», revelou à Lusa fonte da Polícia Judiciária (PJ).

 

A PJ está a ultimar a investigação das circunstâncias em que morreu um dos quatro jovens que se envolveram numa rixa na Rua D. Maria II, no Cacém, mas já terá identificado o autor das agressões fatais, que «deve ser levado ainda hoje a tribunal», informou a fonte.

 

Uma discussão entre ex-namorados terá estado na origem da discussão, de que resultou um morto e dois feridos, um dos quais com gravidade, informou fonte da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Sintra.

 

Segundo testemunhos recolhidos pela PSP, a vítima mortal, de 19 anos, «terá agredido uma rapariga, ex-namorada, que se foi queixar ao irmão, que se encontrava com um amigo», explicou a fonte policial.

 

Os jovens envolveram-se numa discussão num largo da Rua D. Maria II, pelas 20:30, onde o ex-namorado da rapariga terá sido o primeiro a atacar com uma arma branca os dois rapazes, ambos com 18 anos.

 

No decurso da rixa, um dos jovens «atingiu com duas facadas na zona do peito» a vítima mortal, que ainda desceu a rua e entrou num café, onde veio a falecer em consequência dos ferimentos, adiantou a fonte da PSP.

 

O irmão da rapariga, de 16 anos, sofreu ferimentos de arma branca na zona do abdómen, enquanto o amigo apresentava uma ferida na cabeça.

 

Os Bombeiros Voluntários de Agualva-Cacém recolheram os dois feridos junto ao Centro de Saúde do Olival, transportando o mais grave para o Hospital de Santa Maria e o de menor gravidade para o Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra).

 

Uma fonte oficial do Hospital Fernando da Fonseca confirmou hoje à Lusa que o jovem «já teve alta e foi entregue à Polícia Judiciária».

 

A navalha da vítima mortal foi recuperada pela PSP, mas a arma que terá provocado os ferimentos fatais não foi logo encontrada pelas autoridades, acrescentou a fonte policial.

 

O corpo do jovem só foi retirado do café algumas horas depois, já com as investigações a cargo da Polícia Judiciária, e perante as manifestações de dor de familiares, residentes na zona do Cacém.