É a terceira vez que a concentração de ozono no ar volta a ultrapassar, esta semana, os níveis a partir dos quais pode afetar a saúde no distrito de Aveiro, região que tem sido muito afetada pelos incêndios. O alerta é deixado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, que destaca o risco de efeitos prejudiciais especialmente para os grupos populacionais mais sensíveis.

Em comunicado, o CCDR informa, no que respeita à poluição atmosférica, que na área de jurisdição centro, afeta à aglomeração de Aveiro/Ílhavo, foi ultrapassado o valor de concentração de ozono de 180µg/m³ / 240µg/m³ (microgramas de ozono por metro cúbico de ar). Especificamente, na estação de Ílhavo foi registada a concentração média horária de 181 μg/m³.

A Aglomeração de Aveiro/Ílhavo abrange as freguesias do concelho de Ílhavo e as freguesias do concelho de Aveiro. As freguesias do concelho de Ílhavo são Gafanha da Encarnação, Gafanha da Nazaré, Gafanha do Carmo e São Salvador.

Das freguesias do concelho de Aveiro contam Aradas, Esgueira, Glória, Santa Joana e São Bernardo, sendo que as restantes freguesias deste concelho pertencem à Zona Noroeste do Baixo Vouga.

"A exposição a este poluente afeta, essencialmente, as mucosas oculares e respiratórias podendo o seu efeito manifestar-se através de sintomas como tosse, dores de cabeça, dores no peito, falta de ar e irritações oculares"

Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias, como asma e doenças cardíacas são os grupos potencialmente mais sensíveis.

As pessoas nestas condições são aconselhadas a reduzirem ao mínimo a atividade física intensa ao ar livre e a evitar a permanência no exterior. Devem ainda evitar outros fatores de risco, "tais como fumar ou utilizar/contactar com produtos irritantes contendo solventes na sua composição", como gasolina, tintas e vernizes.

Devem respeitar "rigorosamente tratamentos médicos em curso" e recorrer a cuidados médicos "em caso de agravamento de eventuais sintomas", aconselha a CCDRC.