Se está numa zona onde estão a ocorrer incêndios, tenha atenção à sua saúde. A Fundação Portuguesa do Pulmão alertou hoje para os “graves impactos” dos incêndios na “saúde respiratória” das populações e divulgou várias medidas preventivas.

Fixe, desde já, os procedimentos que deve ter em consideração:

  • usar máscara (atenção que aquelas que são usadas para proteger do pó "não são eficazes para proteger os pulmões dos gases e de muitas partículas finas do fumo)
  • não fumar
  • não manipular produtos tóxicos, como vernizes, detergentes ou desinfetantes
  • fechar as janelas e a calafetar as frinchas para evitar que o fumo entre na habitação
  • permanecer “o mais perto possível do solo, onde o calor e o fumo são menos intensos”
  • abandonar o local do incêndio e, em caso de não ser possível, usar máscara ou um lenço humedecido
  • evitar permanecer ao ar livre
  • reduzir a atividade física
  • beber líquidos
  • não acender velas nem qualquer aparelho que funcione a gás ou a lenha, de modo a manter o nível de oxigénio dentro de casa o mais elevado possível

A federação recomenda também às pessoas que tenham de atravessar de carro uma zona com fumo que mantenham as janelas e os ventiladores da viatura fechados e liguem o ar condicionado em modo de recirculação para evitar a entrada de ar exterior.

No caso de a pessoa estar sob tratamento respiratório deve “cumprir rigorosamente o esquema que lhe foi proposto pelo seu médico, sem esquecer a eventual medicação SOS”.

Doenças causadas pelos incêndios

Os incêndios florestais têm “graves impactos para o meio ambiente e para a saúde respiratória das populações”. São a causa de inflamações na faringe, laringe, traqueia e brônquios, de infeções brônquicas e pulmonares e de “descompensação de doenças” como a asma, bronquiectasias e doença pulmonar obstrutiva crónica

Além de degradarem a fauna, a flora e os solos, os fogos são “fortemente poluentes, enviando para a atmosfera milhões de toneladas de gases com efeito de estufa” que têm “um marcado efeito nefasto sobre a saúde das populações”, lê-se no comunicado da fundação.

Este impacto faz-se sentir sobretudo nos grupos mais vulneráveis: quem combate os incêndios, as crianças, os idosos, os doentes cardiovasculares e, principalmente, aqueles que sofrem de doenças respiratórias.

“Se a sua situação clínica se deteriorar, peça aos competentes serviços a sua evacuação para um hospital”, pede a Federação Portuguesa do Pulmão.