Os hipermercados Pingo Doce, Continente e Lidl de Rio Maior que tinham sido evacuados já têm condições para reabrir, por se ter constatado não existir qualquer engenho explosivo, segundo fonte da GNR.

As autoridades declararam, perto das 15:00, que o trânsito poderá ser normalizado e que hipermercados poderão reabrir.

Na avenida Mário Soares, que circunda a cidade, foram evacuados dois hipermercados, depois de um telefonema para os bombeiros de Rio Maior a indicar a necessidade de serem ativados meios devido a «um atentado em simultâneo no Continente e no Pingo Doce», relatou fonte do Comando Territorial de Santarém da GNR.

Face à interrupção do trânsito para criar um perímetro de segurança, o hipermercado LIDL, localizado na zona decidiu também encerrar.

Numa outra entrada da cidade foi também evacuado um outro Pingo Doce, segundo fontes oficiais.

À agência Lusa, a presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Isaura Morais, referiu que o telefonema foi feito cerca das 10:30 a partir de uma cabine telefónica de Santarém e que a «voz pertencia a um indivíduo com mais de 30 anos».

Pelas 14:00, chegaram, à avenida Mário Soares, os meios de inativação de engenhos explosivos.

Nos locais estiveram a GNR, a Protecção Civil municipal e os bombeiros.

Evacuações em Rio Maior «sem alarido»

As autoridades tentaram evacuar os hipermercados em Rio Maior sem «alarido, atendendo até aos últimos acontecimentos internacionais», comentou o responsável do Comando Territorial da GNR de Santarém, capitão Póvoa.

Em declaração aos jornalistas depois de analisados três locais, alvo de ameaça de bomba, o militar relatou terem sido deslocados os «meios necessários para uma ocorrência deste tipo», tendo as buscas demorado cerca de duas horas, «mas a operação tinha começado antes com a retirada das pessoas do local».

Encontrava-se «bastante gente» nas superfícies comerciais e as autoridades «tentaram que não houvesse um alarido, atendendo até aos últimos acontecimentos internacionais», comentou o militar, referindo-se aos ataques em França, que provocaram 17 mortos em três dias.

«Tentámos que as pessoas saíssem calmamente, o que de facto aconteceu», concluiu o capitão Póvoa, indicando que a motivação da ameaça será ainda investigada.