Mais de 600 imóveis do Grupo Espírito Santo e vários e vários milhões em produtos bancários foram apreendidos nos vários inquéritos-crime ao caso BES. No total, as autoridades judiciais já recolheram mais de mil milhões de euros.

O objetivo é, por um lado, apreender alegados produtos dos crimes e, por outro lado, acautelar eventuais indemnizações a que o grupo venha a ser condenado a pagar.

A ordem foi dada pelo juiz Carlos Alexandre, tendo sido executada na semana passada pelo Gabinete de Recuperação de Ativos da Polícia Judiciária. A TVI apurou junto de fonte ligada ao processo que os imóveis pertencem na grande maioria à Rio Forte. São prédios rústicos e urbanos, todos localizados em Portugal.

O Ministério Público, por sua vez, também apreendeu milhões de euros em produtos bancários.

A Rio Forte, que foi declarada insolvente, era a holding não financeira do GES presente na área do turismo e imobiliário, incluindo a Herdade da Comporta e a agropecuária. A Rio Forte também possui um vasto património no estrangeiro, mas o arresto de bens fora de Portugal compete ao país estrangeiro, sendo que o pedido é feito por carta rogatória.

O caso BES já deu origem à abertura de pelo menos quatro inquéritos que investigam possíveis crimes de burla qualificada, abuso de confiança, fraude fiscal e branqueamento de capitais. Todos os inquéritos estão presentes no Departamento Central de Investigação e Ação Penal. As investigações contam com o apoio da PJ, da Autoridade Tributária, da CMVM e do Banco de Portugal.

 

Nota da PGR