Os sindicatos da PSP decidiram realizar uma nova reunião geral para 7 de abril para fazerem um balanço das negociações com a ministra da Administração Interna sobre o futuro estatuto profissional.

Os sindicatos reuniram-se esta sexta-feira de manhã, na sede da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP-PSP), em Lisboa, para concertar posições reivindicativas e preparar eventuais formas de luta caso o Ministério da Administração Interna (MAI) avance com a atual proposta de estatuto. 

Esta reunião de urgência foi convocada pela Direção Nacional da PSP e ocorre no dia em que a ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, inicia com os sindicatos da PSP negociações sobre o futuro estatuto profissional, cujas alterações propostas pelo Governo estão a gerar descontentamento entre os polícias.

O presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, disse à agência Lusa que ficou marcada uma nova reunião entre todos os sindicatos para 7 de abril, depois de todas as estruturas sindicais terem reunido com a ministra Anabela Rodrigues.

O encontro de 7 de abril vai servir para fazer «um balanço das reuniões com o MAI e tomar uma posição» mediante o resultado das negociações, adiantou Paulo Rodrigues.

O presidente do Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL), Armando Ferreira, afirmou à Lusa que todos os sindicatos foram unânimes em considerar «inaceitável» a proposta de estatuto profissional da PSP apresentada pela ministra.

«A proposta não serve os polícias, a Polícia e o país.»


A ASPP é o primeiro sindicato a ser recebido por Anabela Rodrigues, num encontro marcado para esta sexta-feira à tarde, e vai pedir à ministra que esclareça qual a disponibilidade do MAI em alterar a proposta apresentada.

Paulo Rodrigues considerou que o documento tem que ser «revisto na globalidade», tendo em conta que ficou «aquém das expetativas» e «é o inverso do que estava previsto» pelo anterior ministro, Miguel Macedo.

Entretanto, a direção nacional da Polícia de Segurança Pública chamou esta sexta-feira os presidentes dos sindicatos de polícia para uma reunião, tendo o encontro demorado cerca de uma hora.

Sem adiantar pormenores sobre o que foi tratado na reunião, Paulo Rodrigues disse apenas que foram abordadas questões sindicais.

Já o presidente do SINAPOL adiantou que a reunião com a direção nacional da PSP «não se centrou necessariamente na questão do estatuto», tendo também sido abordado assuntos policiais.

«O estatuto não é para ser tratado com a direção nacional, mas sim com o MAI.»


A direção nacional da PSP convocou os presidentes dos sindicatos para a reunião na quinta-feira à tarde.

O aumento da carga horária, a redução dos dias de férias e a criação de um novo regime de avaliação são alguns dos pontos contestados pelos polícias, que exigem que o estatuto consagre a profissão como de risco e de desgaste rápido.

A proposta do MAI prevê também a criação dos postos de agente-coordenador e chefe-coordenador e a dispensa do trabalho noturno dos polícias com mais de 58 anos, mantendo o pedido de passagem à pré-aposentação aos 55 anos de idade ou 36 anos de serviço.