A Polícia Marítima portuguesa resgatou em abril 57 imigrantes clandestinos, na maioria cidadãos sírios, durante uma operação de vigilância e patrulhamento das fronteiras marítimas europeias, nas águas territoriais gregas, realizada por aquela polícia pela primeira vez.

O almirante Cunha Lopes, comandante geral da Polícia Marítima e diretor da Autoridade Marítima Nacional apresentou ao ministro da Defesa o balanço da missão de patrulhamento e vigilância das fronteiras marítimas da União Europeia, durante o mês de abril, no âmbito da agência europeia de controlo de fronteiras Frontex, em águas territoriais gregas.

«Esta missão foi um marco para a Polícia Marítima porque foi provado que esta Polícia tem os conhecimentos técnicos necessários para operar no mar mas também de atuação enquanto força policial», afirmou o almirante Cunha Lopes, em declarações aos jornalistas, no final da sessão, que decorreu na Capitania do Porto de Lisboa.

Cunha Lopes destacou a «atitude humanitária» da missão, num «ambiente adverso onde a vida humana pode estar em perigo por uma ação menos cuidada», exemplificando que entre as pessoas resgatadas «em segurança» durante a missão portuguesa estavam pessoas «com problemas de saúde», 4 crianças e dois recém-nascidos, que foram encaminhados para as autoridades gregas.

Marcar presença na linha de fronteira, bloquear a entrada de embarcações não autorizadas à ilha grega de Symi e adjacentes e «forçar o retorno» a território turco, de onde eram oriundas a maioria das embarcações detetadas foram os objetivos da missão portuguesa, disse.