O número de pessoas que pediram asilo pela primeira vez num Estado-membro da União Europeia (UE) aumentou seis por cento no segundo trimestre do ano, face ao período entre janeiro e março, para 305.700, divulgou o Eurostat, nesta quinta-feira.

Os sírios foram os principais requerentes de asilo na UE, com 90.455 novos pedidos (30% do total), seguindo-se os afegãos, com 50.285 (16%) e os iraquianos, com 34.335 pedidos (11% do total).

Estas três nacionalidades, segundo os dados do gabinete oficial de estatísticas da UE, representam mais de metade dos novos pedidos de asilo (57%).

Entre abril e junho, o maior número de requerentes de asilo foi registado na Alemanha (186.745, mais 7% do que no primeiro trimestre e 61% do total dos Estados-membros), seguindo-se Itália (27.045, mais 21% face ao primeiro trimestre e 9% do total), França (17.835, menos 1% e representando 6% do total), Hungria (14.915, um crescimento de 118% face ao trimestre anterior e 5% do total da UE) e Grécia (com 12.015 novos pedidos, uma subida em cadeia de 132% e que representa 4% do total europeu).

Em Portugal, o número de novas requisições de asilo cresceu, do primeiro para o segundo trimestre do ano, 7%, para os 160, ou seja, 0,1% do total da UE.

A Ucrânia, com 40 pedidos (um em cada quatro), foi a principal nacionalidade dos requerentes de asilo em Portugal, seguindo-se a Guiné Conacri e a República Democrática do Congo (15 pedidos cada, pesando 9%).