A direção do agrupamento responsável pela escola nº 4 de Loulé obteve aval para reorganizar as turmas mistas, disse à Lusa o encarregado de educação que na semana passada iniciou uma greve de fome, agora suspensa.

O anúncio da decisão da Direção Geral de Estabelecimentos Escolares foi comunicado pelo próprio diretor do Agrupamento de Escolas Padre Cabanita, Manuel Alves, durante a última reunião da associação de pais, realizada no dia 20.

Desde o início deste ano letivo que os pais daquela escola encetaram uma série de iniciativas junto das autoridades competentes e à porta da escola apelando à reorganização das turmas.

«Não aceitamos que alunos do 3º ano vão frequentar turmas do 4º ano quando neste momento há uma turma do 3º ano com 12 alunos», disse na altura à agência Lusa João Martins, que chegou a acorrentar-se a uma lateral da escola e iniciou uma greve de fome.

Contactado esta segunda-feira pela Lusa, João Martins disse ter suspendido a greve de fome e que o seu filho foi às aulas ainda na turma de 4. ano em que tinha sido inicialmente colocado.

Admitindo que o processo de reorganização das turmas ainda levará algum tempo, o pai disse esperar que «prevaleça o bom senso».

Os pais de alunos de outras escolas daquele agrupamento que também ficaram colocados em turmas mistas propuseram a realização de um abaixo-assinado que visará reclamar sobre as situações ocorridas este ano.

Os pais reclamam que os filhos sejam tratados como «seres humanos» e não apenas como nomes ou números e sugerem que, em situação semelhante que ocorra em anos futuros, os professores possam ser chamados a indicar quais as crianças que podem transitar para outra turma, recorda a Lusa.