A visita do papa Francisco a Fátima, em 2017, no centenário das Aparições, é encarada pelo Governo como estratégica para afirmar Portugal enquanto "destino turístico religioso obrigatório", disse esta sexta-feira a secretária de Estado do Turismo.

Em Fátima, na inauguração do novo Posto de Turismo, Ana Mendes Godinho considerou a visita do papa como "um grande momento de afirmação do turismo religioso em Portugal".

Temos de aproveitar 2017, o centenário das Aparições e a presença do santo padre em Fátima para que Portugal se assuma como destino turístico religioso obrigatório", afirmou.

A secretária de Estado revelou que o Governo está "a trabalhar em conjunto com o cardeal patriarca [Manuel Clemente] nesse sentido", existindo uma estratégia em rede, "entre entidades públicas e privadas, para esse objetivo comum", de Portugal ser "um destino turístico religioso".

O responsável pelo Turismo do Centro, Pedro Machado, lembrou que "só em 2013 o turismo religioso alcançou a designação de produto estratégico", pelo que atualmente "se está a dar os primeiros passos de um caminho".

O turismo religioso é encarado como "um dos que tem maior capacidade de crescimento nos próximos anos", a par "do turismo de natureza e turismo náutico".

O Posto de Turismo de Fátima reforça a ambição que temos para o turismo religioso, em primeiro lugar ao turismo associado ao culto mariano, que tem impacto no mercado interno, mas particularmente relevante para o mercado internacional. A vinda do santo padre será um momento alto dessa afirmação", assume Pedro Machado.

"Estamos fortemente empenhados em reforçar muito o turismo religioso", até pela existência de outros fatores de atração, além de Fátima.

Não podemos esquecer o que o turismo judaico representa para a região centro e para Portugal, nem a dimensão dos caminhos portugueses de Santiago. São uma aposta diferenciadora da região centro e da marca Portugal", concluiu o responsável do Turismo do Centro.