Portugal é o segundo país da OCDE em que a despesa com cuidados de saúde continuados é menor, representando apenas 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo um relatório divulgado esta quinta-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico.

Ainda assim, a taxa de crescimento em Portugal da despesa pública com cuidados continuados é uma das que mais cresceu anualmente entre 2005 e 2011 (uma média de 14,4%), bem acima dos 4,8% da OCDE.

Segundo o documento, a Grécia é o país que menos dinheiro público aplica nos cuidados continuados, logo seguida de Portugal e de mais quatro países que contribuem com menos de 0,5% dos seus PIB: Estónia, Hungria, República Checa e Polónia.

Em 25 países, apenas nove se situam acima da média da OCDE, que é de 1,6% do PIB em gastos com cuidados continuados.

Holanda e Suécia surgem como os países com mais dinheiro gasto em cuidados de longo prazo.

As diferenças entre os países com maior e menor investimento refletem sobretudo, segundo o relatório, o desenvolvimento de uma estrutura mais formal de cuidados continuados nuns casos, enquanto noutros se continua a recorrer a cuidados informais muito baseados em apoio familiar.

Segundo o relatório, a despesa com os cuidados continuados tem crescido nas últimas décadas na grande maioria dos países da OCDE e espera-se que continue a aumentar nos próximos anos, devido sobretudo ao envelhecimento da população, numa síntese da Lusa.