Vinte e cinco pessoas foram mortas, nos últimos seis anos, pela GNR e PSP em operações policiais com recurso a armas de fogo, revela o relatório de atividades de 2012 da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) divulgado esta quinta-feira.

Das 25 mortes registadas entre 2006 e o ano passado, 14 são atribuídas à GNR e 11 à PSP.

Em outubro, um militar da GNR que matou jovem durante assalto condenado a 9 anos de prisão

Comparativamente com o relatório anterior, de 2011, no ano passado verificaram-se mais cidadãos mortos, num total de três - dois pela GNR e um pela PSP.

O relatório de atividades de 2012, disponível na página da IGAI na Internet, salienta que, no ano passado, o número de vítimas mortais causadas pelas forças de segurança em operações policiais com armas de fogo voltou a subir, depois de ter descido em 2011 e estagnado em 2009 e 2010.

Mesmo assim, apesar do aumento verificado em 2012, o número de pessoas mortas pela PSP e GNR não atingiu as cinco verificadas em 2006, 2008, 2009 e 2010.

Em 2007, houve uma vítima mortal, tal como em 2011.

A IGAI refere que, de acordo com as circunstâncias de cada caso, e nos termos legais, instaurou processos de averiguações ou de inquérito. Em caso de «indícios suficientes», abriu processos disciplinares contra os responsáveis.

No ano passado, a Inspeção-Geral da Administração Interna instaurou 47 processos (menos seis face a 2011) - nove de averiguação, 22 de inquérito e 16 disciplinares, numa síntese da Lusa.

Comparativamente com o ano passado, a IGAI abriu, em 2011, mais dez processos de averiguação, mas menos quatro processos de inquérito e menos 12 processos disciplinares.

O relatório de atividades de 2012 da IGAI foi aprovado pelo ministro da Administração Interna, Miguel Macedo.