A Universidade do Minho (UMinho) garantiu hoje, em comunicado, que não há contaminação radioativa nem no interior nem nas áreas envolventes da sua Escola de Ciências, no campus de Gualtar, em Braga.

«A Escola de Ciências da Universidade do Minho não apresenta contaminação radioativa (gama, beta e alfa) no seu interior e nas áreas envolventes», refere o comunicado, com base num relatório do Laboratório de Proteção e Segurança Radiológica.

Aquele laboratório procedeu, a 16 de dezembro, a uma monitorização nos laboratórios de Química Orgânica, nos espaços adjacentes e nos locais onde pode haver circulação de pessoas.

Segundo a UMinho, foram efetuadas medições em diversos locais laboratoriais e os resultados «não indicaram quaisquer radionuclidos artificiais».

«As taxas de contagem beta total situaram-se ao nível do fundo, não indiciando qualquer contaminação. O mesmo sucedeu com as medidas de débito de dose de radiação gama ambiente. Procedeu-se ainda à monitorização de um laboratório localizado noutro edifício, onde nos últimos anos se têm manipulado marcadores radioativos de C-14, não se verificando também qualquer contaminação radioativa», especifica o comunicado.

Para a UMinho, este relatório «desmente totalmente» notícias recentes que davam conta da existência de partículas radioativas naquela universidade.

Essas notícias surgiram depois de uma explosão que ocorreu na madrugada de 26 de outubro nos laboratórios da UMinho.