As universidades vão enviar os respetivos orçamentos para efeitos do Orçamento Geral do Estado de 2015, cujo prazo termina esta sexta-feira, disse à Lusa o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP).

Na última terça-feira o CRUP tinha reclamado um reforço financeiro de 50 a 70 milhões de euros no orçamento de 2015, para pagar salários, após a recente deliberação do Tribunal Constitucional (TC) que considerou constitucionais os cortes na função pública.

Nesse mesmo dia, em reunião, o CRUP decidiu enviar uma carta ao secretário de Estado do Ensino Superior, José Ferreira Gomes, pedindo «informação adicional» sobre a elaboração dos orçamentos para 2015, «tendo em conta a necessidade legal de fazer estimativas realistas da despesa com pessoal, no cumprimento das decisões do TC».

De acordo com o presidente do CRUP, António Rendas, o secretário de Estado respondeu na quinta-feira à carta das universidades. «Face ao que nos foi dito consideramos que estão criadas as condições para ter orçamento e estão criadas as condições para acompanhar como esse reforço vai ser calculado», disse à Lusa.

António Rendas lembrou que no ano passado as universidades levaram meses a reclamar o pagamento de um corte indevido de cerca de 30 milhões de euros, algo que espera não se passar este ano, tanto mais tendo em conta as «reduções muito graves» que o ensino superior já sofre.

«E se acontecer como no ano passado temos instrumentos para demonstrar que estamos certos», disse o responsável, referindo-se à informação enviada na quinta-feira pelo Governo sobre a forma como as verbas vão ser calculadas.

«Há uma garantia clara de qual vai ser a metodologia» e centenas de instituições estão a carregar os orçamentos, garantiu o presidente do CRUP.

Com o prazo a terminar esta sexta-feira, e com as universidades e institutos politécnicos a reclamarem mais verbas, o Instituto Politécnico do Porto já anunciou que decidiu não submeter o orçamento.

Contactada pela Lusa, fonte do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos disse não ter informação oficial de orçamentos que não seriam submetidos e remeteu mais esclarecimentos para a próxima segunda-feira.