O subdiretor geral de Reinserção e Serviços Prisionais revelou hoje que vai averiguar a falta de pagamento à empresa que na segunda-feira suspendeu os serviços de limpeza em dez dos locais onde trabalham equipas de reinserção do Porto.

«Tenho conhecimento do assunto e sei que os serviços financeiros tinham prometido pagar na terça-feira. Vou averiguar para tentar saber o que se passa e ver se é necessário avançar com algum procedimento disciplinar», adiantou Licínio Lima, subdiretor geral de Reinserção e Serviços Prisionais, em declarações à Lusa.

Fonte ligada aos serviços de reinserção revelou que as mais de 60 pessoas que compõem as dez equipas de reinserção social do concelho do Porto afetadas pela decisão da empresa estão já a trabalhar «na imundice».

A mesma fonte indica que, para além da falta de condições para as equipas trabalharem, está em causa o estado das instalações que recebem, por exemplo, arguidos condenados a realizar trabalhos a favor da comunidade ou jovens condenados a medidas de acompanhamento educativo.

Em causa está uma empresa contratada pela Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), que já entre janeiro e julho esteve sem receber desta entidade dependente do Ministério da Justiça, revelou a mesma fonte.

Depois de saldar essa dívida, a partir de agosto a DGRSP deixou novamente remunerar a empresa pelos serviços prestados, embora, como afirmou Licínio Lima, os serviços financeiros tenham apontado o dia 03 de dezembro para saldarem a dívida.