O número de profissionais de saúde que emigraram passou de 600, em 2009, para perto de três mil em 2012, 2013 e 2014. Médicos e enfermeiros portugueses são procurados por vários países, entre os quais o Reino Unido e a Arábia Saudita.

De acordo com o  Diário de Notícias, nos dias 18 e 19 de outubro, um grande grupo da Arábia Saudita vai estar em Portugal para recrutar 30 médicos, aos quais oferecem 12 mil euros mensais isentos de impostos, casa e seguro de saúde para a família. A oferta representa mais do triplo que um clínico recebe em topo de carreira em Portugal.

Também o Reino Unido, país onde escasseiam os profissionais de saúde, faz ações de recrutamento recorrentes em Portugal. Esta semana, uma unidade especializada em doenças da medula espinal já esteve no Porto e vai estar em Coimbra e Lisboa para encontrar os 30 enfermeiros e técnicos de radiologia necessários para o Buckinghamshire Healthcare NHS Trust, em Aylesbury, nos arredores de Londres. Este hospital britânico contratou, em 2012, 65 enfermeiros portugueses.

A formação portuguesa é um catálogo quer na apresentação dos enfermeiros, quer na apresentação dos médicos. Em declarações ao mesmo jornal, David Howe, diretor do hospital britânico, diz que "as boas competências" do pessoal clínico português "são um bom cartão-de-visita".

Quanto ao recrutamento por parte da Arábia Saudita, segundo a página da Ordem dos Médicos, são precisos 30 médicos de 14 especialidades, entre neurocirurgia, medicina intensiva, radiologistas ou anestesistas. Os hospitais de Riade e Damman querem clínicos com um mínimo de três anos de experiência, mas também recém-especialistas, que podem ter até 58 anos. 

O salário oferecido, que oscila entre os oito e os 12 mil euros, é livre de impostos. Os profissionais de saúde têm ainda direito a alojamento para o agregado familiar, seguro de saúde familiar e até 44 dias de férias pagas, passagens aéreas e prémios.