A Câmara de Coimbra entregou hoje manuais escolares, cadernos de exercícios e mochilas escolares aos alunos do primeiro ciclo do ensino básico dos estabelecimentos da rede pública no concelho.

Os manuais escolares e cadernos de exercícios destinam-se aos beneficiários de ação social escolar (primeiros três escalões do abono de família) e as mochilas a todos os alunos do primeiro ciclo.

A oferta, que resulta da decisão do executivo camarário de “reforçar a ação social escolar” a vários níveis, complementando medidas que vêm sendo adotadas pela administração central e pelos municípios, pretende “suavizar as dificuldades que as famílias têm vindo a atravessar” e contribuir para “garantir a todas as crianças a igualdade de oportunidades de acesso à educação e sucesso escolar”, disse o presidente da Câmara, Manuel Machado.

O autarca falava aos jornalistas, hoje, ao final da manhã, depois de se ter deslocado à Escola Básica do I ciclo de S. Martinho do Bispo e ao Centro Escolar da Solum-Sul, para entregar o ‘kit’ aos alunos destes estabelecimentos.

O alargamento dos apoios de ação social escolar aos alunos do 3.º escalão do abono de família “permite que sejam mais cerca de 900 alunos a ter também acesso gratuito aos manuais escolares e a outros bens e serviços prestados”, sublinhou Manuel Machado.

A Câmara de Coimbra apoia, este ano letivo, cerca de 2.700 alunos dos cerca de 4.800 matriculados nas escolas públicas do concelho.

O investimento do município na educação atinge no ano letivo de 2016/17 perto de 4,5 milhões de euros (que representam um aumento de cerca de 10% em relação ao ano anterior), a maior parte dos quais em refeições escolares (cerca de dois milhões de euros) e em apoios social escolar (cerca de 1,5 milhões de euros).

Além disso, a autarquia investirá cerca de 2,5 milhões de euros na reabilitação e beneficiação de escolas, entre as quais as de São Silvestre, Póvoa de São Martinho, Eiras, Taveiro, Quinta das Flores e Norton de Matos, adiantou Manuel Machado.

“Pela primeira vez”, nos últimos dez anos, o número de crianças que entraram no ensino pré-escolar no concelho revela “uma tendência de crescimento”, sublinhou o presidente da Câmara, referindo que, no entanto, se trata de uma “tendência de inversão da regressão demográfica” muito ligeira.

“Mas não deixa de ser um indicador interessante”, pois permite “ter a expectativa numa inversão” da evolução demográfica registada nos últimos anos, concluiu Manuel Machado.