A ministra da Agricultura esteve, esta segunda-feira, na  apresentação do regime forfetário do IVA que, segundo Assunção Cristas, permite aos pequenos agricultores, pela primeira vez, ser compensados pelo IVA  que pagam quando adquirem os seus fatores de produção. Isto desde que o volume de negócios anual não seja superior a 10 mil euros.

A medida visa ajudar os produtores a tornarem exequível o «repto ambicioso» de eliminar o défice agroalimentar do país até 2020.

A governante destacou o crescimento do setor agroalimentar, referindo o aumento do valor acrescentado bruto (VAB), após dez anos de queda, e do número de empresas criadas nos últimos anos, no Centro Nacional de Exposições, em Santarém.

Segundo a ministra, depois de dez anos em queda, o VAB do setor cresceu 9,8% em 2012 e 12% em 2013 - ainda não são conhecidos os valores de 2014 - e por cada empresa que fecha no país são criadas 6,7 novas empresas, um valor significativamente superior ao registado em outros setores em que essa relação é de uma para duas.

«Estamos a ter mais empresários agrícolas, de escalas diferentes, do mais pequeno ao maior. Basta olhar para o número recorde de instalações de jovens agricultores»


Assunção Cristas referiu o «muito trabalho feito internamente para simplificar a vida aos pequenos produtores» e conseguir o aumento das exportações e a redução das importações, sublinhando a preocupação em criar uma «rede de suporte para que as pessoas não abandonem a atividade e a melhorem», cita a Lusa.

Assunção Cristas participa numa sessão promovida pela Confederação dos Agricultores de Portugal, a primeira de 16 que a CAP vai realizar no continente e nas regiões autónomas não só para divulgar o novo regime forfetário do IVA como também as alterações fiscais introduzidas pelo orçamento do Estado para 2015.