Portugal recebeu nos primeiros cinco meses deste ano 130 pedidos de asilo, menos 22 por cento do que em igual período de 2013, quando deram entrada 167 pedidos de proteção internacional, segundo dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

Os dados, divulgados pelo Conselho Português para os Refugiados (CPR) na véspera do Dia Mundial dos Refugiados, revelam que, até 30 de maio de 2014, foram comunicados pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras 130 pedidos de proteção internacional apresentados em Portugal, uma média de 26 pedidos mensais.

Estes 130 pedidos representam um decréscimo de 22 por cento comparativamente com o mesmo período do ano passado, durante o qual foram apresentados 167 pedidos de asilo, segundo o CPR.

Até ao dia de hoje foram contabilizados 146 pedidos de proteção internacional.

Marrocos e Ucrânia (com 14 pedidos cada), Mali (10 pedidos) e Sri Lanka (9 pedidos) foram os principais países de origem dos pedidos de asilo, que foram apresentados por 31 nacionalidades diferentes.

A maioria dos pedidos foi feita por homens (68 por cento), enquanto as mulheres representaram 32 por cento dos pedidos. Foram também registados oito pedidos de asilo de menores desacompanhados.

Os pedidos de proteção foram registados em território nacional (54 por cento)e em postos de fronteira (46 por cento).

O Dia Mundial dos Refugiados assinala-se sexta-feira, dia em que será apresentado o relatório anual do Alto Comissariado das Nações Unidas para o Refugiados (ACNUR) sobre as tendências mundiais das deslocações forçadas em 2013, que apontam para um recorde de refugiados, requerentes de asilo e deslocados internos no ano passado.

Em Portugal, vivem atualmente cerca de três centenas de refugiados, segundo estimativas do Conselho Português para os Refugiados.