A equipa da Polícia Marítima (PM) em missão na Grécia resgatou 48 migrantes de uma embarcação cheia de água e com o motor avariado, no meio da travessia entre a Turquia e a Ilha grega de Lesbos.

Num comunicado divulgado esta quinta-feira, a Autoridade Marítima Nacional (AMN) avança que, devido ao agravamento do estado do mar durante uma operação de salvamento, a equipa da PM “tentou rapidamente resgatar todos os migrantes, tentando manter a calma e fazendo cumprir as regras de segurança fundamentais para o salvamento de todos”.

Segundo a AMN, os migrantes estavam em pânico dentro da embarcação que, por estar cheia de água, rapidamente podia afundar-se, tendo muitos deles caído à água por não entenderem que todos seriam salvos pela equipa da PM e com o pavor.

As pessoas que caíram na água corriam o risco de entrarem em hipotermia devido às baixas temperaturas que se fazem sentir na Ilha de Lesbos.

A AMN adianta que, no total, foram resgatadas 16 crianças, sete mulheres e 25 homens, que foram colocados a bordo de uma lancha, tendo sido distribuídas águas e mantas térmicas, e depois transportados para o porto de Molyvos.

O bote onde seguiam os migrantes foi também rebocado uma vez que os seus pertences se encontravam no interior da embarcação e por poder constituir um perigo à navegação caso fosse abandonado naquele local.

Desde 01 de outubro que uma equipa da Polícia Marítima portuguesa está no Mar Egeu, na Grécia, no âmbito de uma operação da Agência Europeia da Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros da União Europeia (Frontex), denominada “Poseidon Sea 2015”, com “o objetivo de cooperar no controlo e vigilância das fronteiras marítimas gregas e no combate ao crime transfronteiriço”.

A equipa da PM resgatou em segurança, até ao momento, cerca de 1500 migrantes e refugiados.

A missão da Polícia Marítima no mar Egeu termina a 30 de setembro de 2016.