A Polícia Marítima, em missão na ilha grega de Lesbos, retirou de uma embarcação “a meter água e com princípio de incêndio nos motores” 39 migrantes, que faziam a travessia entre a Turquia e a Grécia.

“A Polícia Marítima decidiu aproximar-se do barco e abordá-lo, por forma a tomar o seu governo e atracá-lo em segurança no Porto de Skala Sikaminea. A embarcação foi […]acompanhada de perto pela embarcação portuguesa ARADE", refere a Polícia Marítima em comunicado citado pela Lusa.

A Polícia Marítima adianta que durante o percurso, os emigrantes a bordo indicaram que o barco estava a meter água e face ao fumo negro que estava a ser libertado pelos motores da embarcação, indiciando o início de um incêndio, a equipa da PM decidiu retirar rapidamente todos ocupantes para a embarcação "Arade". 

De acordo com o texto disponível na página na Internet da Autoridade Marítima Nacional, a equipa da polícia portuguesa contou, para esta operação, com a ajuda de uma organização não-governamental espanhola e outra alemã, presentes na zona para prestar apoio aos migrantes e refugiados.

“No total foram resgatados 39 emigrantes, dos quais 15 bebés e crianças, 10 mulheres e 14 homens. À chegada ao porto de Skala Sikaminea, onde todos desembarcaram em segurança, já os aguardavam ONG's e médicos que auxiliaram no desembarque dos emigrantes”, refere o mesmo comunicado.

A Polícia Marítima, integrada na missão Poseidon Rapid Intervention da agência europeia de controlo de fronteiras – FRONTEX – vai manter-se na Grécia, a prestar apoio à Guarda Costeira grega, até 30 de setembro de 2016.

“Até ao momento a equipa já resgatou em segurança e transportou para terra 2.040 emigrantes e refugiados”, contabilizou a Polícia Marítima.