Uma nova equipa da Polícia Marítima parte no domingo para a Grécia, e leva na bagagem brinquedos para as crianças que chegam a Lesbos nas embarcações precárias que atravessam o Mediterrâneo.

A equipa portuguesa vai integrar a missão da agência Frontex naquela ilha grega, onde têm acorrido milhares de refugiados.

É composta por oito agentes da Polícia Marítima, um técnico para apoio e manutenção das embarcações e outro para a componente elétrica e eletrónica. 

A preparação para a viagem terminou na quarta-feira, depois de um treino operacional, exames médicos e aconselhamento psicológico.

A Viatura de Vigilância Costeira (VVC) da Polícia Marítima será usada para detetar, seguir e identificar embarcações, estando igualmente apetrechada para detetar pessoas em condições de visibilidade reduzida.

Esta embarcação opera em coordenação com as embarcações Tejo e Arade, “auxiliando no controlo de fronteiras da União Europeia e no apoio urgente de emigrantes e refugiados, em missões de busca e salvamento”, segundo a mesma fonte.

Os agentes levam alguns peluches e outros brinquedos para oferecer às crianças que irão resgatar.

Desde 1 de outubro, data de início da missão, a Polícia Marítima resgatou e transportou para terra, em segurança, 3.105 refugiados e emigrantes que se encontravam em risco de vida, dos quais 823 bebés e crianças e 669 mulheres.

No âmbito destas operações foram detidos cinco “facilitadores” de transporte ilegal de pessoas.

A missão de apoio à Guarda Costeira grega vai manter-se até 30 de setembro, com o objetivo de cooperar no controlo e vigilância das fronteiras marítimas da Grécia e no combate ao crime transfronteiriço, segundo apurou a Lusa.