Os pedidos a Portugal de proteção internacional triplicaram este ano, sendo especialmente provenientes da Ucrânia, de acordo com um relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados hoje divulgado.

Segundo o documento até maio passado foram comunicados ao Conselho Português para os Refugiados, pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, 387 pedidos de proteção internacional, com origem em 37 nacionalidades diferentes.

Do total 195 pedidos provêm de ucranianos, seguindo-se a China com 45, o Mali com 25, o Paquistão com 19 e Marrocos com 12.

Também até maio foram registados 19 pedidos de asilo por menores não acompanhados.

Em 2014 Portugal recebeu 442 pedidos de proteção internacional, menos 12 por cento relativamente a 2013, sendo a Ucrânia, o Paquistão e Marrocos os países mais representados.

Por norma são especialmente homens (63 por cento) que fogem de conflitos ou de violações sistemáticas dos direitos humanos, e que fazem os pedidos já em Portugal.

Em todo o mundo, no ano passado, os conflitos e a violência levaram 60 milhões de pessoas a abandonar as suas casas, um aumento de 8,3 milhões em relação a 2013, de acordo com o ACNUR no relatório de tendências globais com o título “Mundo em Guerra”.

“Na Europa, mais de 219.000 refugiados e migrantes atravessaram o Mar Mediterrâneo durante 2014. Isso é quase três vezes mais que o pico anterior, de 70.000, que se verificou em 2011”, diz o relatório.


No sábado assinala-se o Dia Mundial do Refugiado, com o Centro de Acolhimento para Refugiados a organizar um Sarau Cultural (música e teatro).