O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) reconheceu, nesta quarta-feira, a existência de menores refugiados que saíram dos centros de acolhimento nacionais de regime aberto e não regressaram, admitindo que possam estar sob alçada de redes de imigração ilegal.

De acordo com o SEF, em 2015, 27 menores deixaram o Centro de Acolhimento para a Criança Refugiada, gerido pelo Conselho Português para os Refugiados e que funciona em regime aberto, precisamente para proporcionar aos jovens refugiados uma “vivência idêntica à dos demais”.

“Muitos dos casos estarão ligados com processos de imigração ilegal em que se usa o regime de asilo como forma de garantir a entrada no espaço europeu”, reconheceu o SEF numa nota enviada à agência Lusa, depois de a Antena 1 ter divulgado a informação sobre o desaparecimento destes menores.

De acordo com o organismo, sempre que é verificado o desaparecimento de menores são trocadas informações com os restantes membros da União Europeia e criadas medidas cautelares contactando os postos de fronteiras.

O SEF lembrou ainda que alguns dos jovens refugiados regressam e procuram o organismo ou o Centro de Acolhimento, altura em que é retomado o processo de proteção ao jovem e averiguado o sucedido.

No entanto, o SEF reconheceu também que na “maior parte das vezes os jovens continuam em paradeiro incerto”, supondo o organismo que “assumem identificações diferentes” daquelas que foram dadas de início.

A nota do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras refere ainda o caso da entrada de jovens nigerianas, que deu azo a uma investigação do SEF, onde se comprovou que o seu destino era a exploração sexual em vários países europeus.

 

(foto arquivo)