A Polícia Nacional espanhola anunciou este sábado ter desmantelado, em colaboração com a portuguesa ASAE, uma rede criminosa que produzia artigos falsos em Valongo, norte de Portugal, para depois vendê-los em lojas e mercados de rua de Espanha.

A investigação, em curso há vários meses, concluiu que os produtos falsos eram produzidos em três unidades de confeção em Valongo e depois eram estampados ou gravados com as marcas falsas em Algeciras, Espanha.

No total, indicou a polícia espanhola numa nota divulgada à imprensa, 30 pessoas foram detidas (a polícia não especificou as nacionalidades) e 26 casas, lojas e armazéns foram revistados. As autoridades apreenderam ainda mais de 41 mil euros em numerário e bloquearam contas bancárias que continham montantes perto dos 400 mil euros.

Também foram apreendidos 19.196 artigos, entre produtos falsos, etiquetas de diferentes marcas e material de estampagem, além de 13 veículos.

Tudo teve origem, adiantou a polícia espanhola, numa investigação aos vendedores ambulantes senegaleses que vendiam produtos de marcas conhecidas nas ruas ou distribuíam pelos mercados de rua em várias localidades da Baía de Cádiz, Andaluzia.

Através destes vendedores ambulantes, a polícia percebeu que se abasteciam em bazares e lojas na zona centro de Algeciras e uma investigação mais aprofundada permitiu descobrir as ramificações a Portugal e a outros pontos de Espanha.

A operação envolveu a Autoridade para a Segurança Alimentar e Econímica (ASAE) portuguesa, a Unidade de Delinquência Especializada e Violenta (UDEV) central, em Madrid, as chefias de polícia da Catalunha, da Andaluzia Ocidental e Oriental, bem como as esquadras provinciais de Cádiz e Alicante, as esquadras locais de Puerto de Santa María-Puerto Real, Algeciras, La Línea de la Concepción e Cartagena.

A Agência Lusa contactou a ASAE para saber mais pormenores sobre a participação portuguesa nesta operação, mas até ao momento não obteve resposta.