Cada um dos 14.268 presos custa 40,10 euros por dia ao Ministério da Justiça, segundo dados da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).

Diariamente, o custo médio de um recluso multiplicado pelo universo de reclusos dá um total de pouco mais de 572 mil euros.

O custo diário de cada recluso é um valor médio e é determinado pela soma das despesas com pessoal (guardas prisionais e pessoal administrativo), aquisição de bens (alimentação) e serviços e outras despesas correntes.

Até 15 de agosto, a DGRSP regista um universo de 14.268 reclusos, incluindo 158 inimputáveis (menores de 18 anos ou com anomalias psiquícas), que se encontram em instituições psiquiátricas não-prisionais.

Deste total de presos, 2.601 encontram-se em regime de prisão preventiva (18,40% do universo dos reclusos em Portugal), sendo que 1.990 aguardam julgamento e 692 esperam o trânsito em julgado de sentenças.

Um total de 10.964 são presos condenados (81,6%), 545 dos quais em regime de prisão em dias livres (fins de semana).

Em 31 de dezembro de 2012, as prisões portuguesas tinham menos reclusos do que atualmente, fixando-se o total em 13.614, dos quais 2.661 eram presos preventivos e 130 inimputáveis.

No final do ano passado, o número de reclusos fixou-se em 13.614, dos quais 130 estavam em hospitais psiquiátricos, fora do universo dos estabelecimentos prisionais.

A taxa de ocupação do sistema prisional era de 166,8% a 15 de agosto.

Na repartição dos presos por sexo, 13.309 são homens, a que corresponde 94,30% do universo de reclusos, e 801 pertencem ao grupo de mulheres, apenas 5,70%.

Os dados da DGRSP revelam ainda que 81,40% dos presos têm nacionalidade portuguesa, enquantos os restantes 18,60% são estrangeiros.