Cinco dos seis reclusos de Castelo Branco hospitalizados no domingo mantêm-se sob suporte ventilatório e um apresenta evolução positiva, estando sem respiração assistida há mais de 24 horas, foi hoje anunciado.

Em comunicado, o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) de Castelo Branco refere que se "mantêm internados seis doentes [reclusos] vítimas de intoxicação vindos do estabelecimento prisional de Castelo Branco".

"Cinco doentes mantêm-se sob suporte ventilatório e um apresenta evolução positiva, sem suporte ventilatório há mais de 24 horas", lê-se no documento emitido pela direção clínica do Hospital Amato Lusitano (HAL).

A instituição [HAL] “não dispõe de informações adicionais sobre o químico envolvido na intoxicação", conclui.

Em comunicado divulgado na terça-feira, a ULS de Castelo Branco informava que um dos reclusos internados encontrava-se "em estado muito crítico" e que, em relação às análises efetuadas aos reclusos, a única substância confirmada foi canabinoides, sendo negativo o resultado para a "ketamina".

Adiantou ainda que dois dos reclusos internados no HAL foram transferidos para o Hospital Prisão de Caxias.

A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) informou na segunda-feira que a hospitalização dos reclusos da prisão de Castelo Branco está a ser investigada pela Polícia Judiciária de Coimbra e pelo Ministério Público.

A Procuradoria-Geral da República já abriu um inquérito ao caso ligado à entrada ilegal de substâncias no Estabelecimento Prisional de Castelo Branco.