O Plano Estratégico dos Resíduos Urbanos para os próximos anos (PERSU 2020) contempla um investimento de 320 milhões de euros até 2020, altura em que Portugal tem de dobrar a percentagem de resíduos urbanos reciclados.

O PERSU foi hoje apresentado em Lisboa pelo ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva, pelo secretário de Estado do Ambiente, Paulo Lemos, e pelo coordenador do grupo de trabalho para o PERSU, Paulo Ferrão.

O novo Plano estabelece novas metas de reciclagem, de acordo com imposições comunitárias, e estabelece que possa haver partilha de capacidades dos sistemas e infraestruturas de gestão de resíduos (existem 23 sistemas no continente).

Jorge Moreira da Silva disse que uma parte dos 320 milhões de euros provém de fundos comunitários e adiantou querer reduzir grandemente nos próximos seis anos a percentagem de resíduos em aterro, salientando a importância de uma maior consciência ambiental dos cidadãos, já que uma generalização da separação de resíduos leva a menores custos e melhor qualidade de vida.

O PERSU, que hoje teve a primeira apresentação mas que vai continuar a ser discutido, prevê um aumento da reciclagem por recolha seletiva da população, de 47 quilos por pessoa e por ano, uma média nacional que, nalguns casos, implica um aumento de mais de 50 por cento em relação a valores atuais.

O documento, tal como Jorge Moreira da Silva salientou, preconiza uma descida da deposição de resíduos em aterro, com o aumento da eficiência dos processos e da capacidade de tratamento, tendo como meta o fim dos aterros até 2030.

E estabelece metas para cada um dos 23 sistemas de gestão de forma a que todos juntos cumpram as metas comunitárias.

A organização ambientalista Quercus disse na apresentação ter ficado «perplexa» com o facto de sistemas do litoral ou o de Lisboa terem metas mais baixas em termos de reciclagem do que outros do interior.