Os órgãos de polícia criminal efetuaram, no ano passado, mais de 13 mil escutas telefónicas. É o que adianta o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), entregue esta terça-feira no Parlamento.

O documento revela, ao certo, que foram 13.353 escutas, mais 2,1% do que em 2013. Refere, também, que foram realizadas 12.902 detenções no âmbito da investigação criminal e 11.658 buscas, menos 15,7% do que em 2013 -  7.606 foram buscas domiciliárias e 4.052 não domiciliárias. 

O balanço de 2014 contabiliza ainda 38.104 arguidos, menos 29,1% do que em 2013 (53.763 arguidos), cita a Lusa.

Em 2014, Portugal recebeu 70 pessoas através de mecanismos internacionais de detenção e entrega de pessoas, sendo que, destas, dez foram extraditadas e as restantes 60 foram entregues através da execução de Mandados de Detenção Europeus (MDE) emitidos pelas autoridades judiciárias portuguesas.

Em contrapartida, o país entregou, naquele ano, 79 pessoas, tendo dez sido entregues através de extradição e as restantes 69, por via do MDE, pelos tribunais competentes (Tribunais da Relação).

Quanto à transferência de condenados, Portugal recebeu 19 cidadãos portugueses, através do mecanismo de entrega, da Alemanha, Andorra, Brasil, Costa Rica, Espanha, França, Reino Unido e Suécia.

Ao invés, Portugal entregou 54 cidadãos estrangeiros, condenados pelos tribunais portugueses, para cumprimento de pena no Estado da sua nacionalidade ou residência, ao Brasil, a Espanha, França, Holanda, Roménia e Reino Unido.

No que toca a apreensões registadas, a PJ comunicou as seguintes: 12 barcos, 25 imóveis e 47 contas bancárias. E também 3.917 armas, 12 quilos de explosivos, 80.506 munições e 6.832 telemóveis/equipamento informático. Moedas também entram na lista: 16.803.704 euros e 110.286 dólares norte-americanos.

Outros dados: 2.974 exames e perícias pedidos, tendo sido realizados 2.804, (mais 80,8 % de pedidos e 14,7% de perícias concluídas).

Segundo dados da Procuradoria-Geral da República (PGR), em 2014 foram iniciados 463.809 inquéritos, tendo sido concluídos 434.647, tendo havido 52.634 acusados e 352.067 casos arquivados.

Ainda segundo o RASI, a criminalidade violenta e grave desceu 5,4 por cento no ano passado. Registaram-se 19.061 casos de criminalidade violenta e grave, menos 1.086 do que em 2013.