O luso-moçambicano raptado a 12 de outubro no centro de Maputo foi libertado na sexta-feira à noite e encontra-se bem de saúde, disse à Lusa fonte próxima da família.

O homem, um empresário luso-moçambicano de cerca de 30 anos, foi raptado na baixa de Maputo na tarde de domingo, dia 12, e esteve em cativeiro quase duas semanas, segundo a mesma fonte, que se escusou a fornecer mais detalhes sobre o caso.

Este foi o 11.º caso de raptos envolvendo a comunidade portuguesa em Moçambique, desde o início da vaga deste crime, no final de 2012.

Depois de um período de aparente acalmia, em que não foram registados quaisquer casos desde o início do ano, os raptos voltaram a tornar-se prática comum, sobretudo na capital moçambicana.

Na quarta-feira, uma mulher de nacionalidade brasileira foi raptada em Maputo e libertada 24 horas depois, segundo fonte da embaixada brasileira na capital moçambicana.

Também na quarta-feira, um outro rapto vitimou uma mulher moçambicana que se mantém em cativeiro, elevando para cinco o número de casos ocorridos em Maputo durante os dois últimos meses.

Depois de libertado um cidadão de luso-moçambicano no início de outubro, e após um mês e meio de cativeiro, o filho de um conhecido empresário moçambicano foi raptado no dia 07, num caso que foi resolvido cerca de 24 horas depois, e que culminou com uma troca de tiros entre os raptores e a polícia, que fez três detenções.