O tribunal de Bragança adiou esta terça-feira para sexta-feira a sentença do processo de uma casa, a “Rabala”, associada à prostituição na cidade transmontana.

A decisão sobre as duas arguidas acusadas de lenocínio deverá ser conhecida na sexta-feira, às 12:00, segundo a nova data avançada pelo tribunal.

A “Rabala” é das mais antigas e resistentes casas conotadas com a prostituição em Bragança e já existia e manteve-se depois da polémica “Mães de Bragança", há 12 anos.

Uma operação da Polícia Judiciária desencadeou o processo que começou a ser julgado em maio e que aguarda a sentença.

No banco dos réus estão duas mulheres, a alegada proprietária, com 65 anos, e uma segunda que a acusação do Ministério Público associa também ao negócio.

A maior parte das testemunhas do caso foram mulheres que usavam o sítio para atender clientes, algumas com mais de 50 anos.

O local é uma antiga taberna que foi alvo de uma intervenção da ASAE e, entretanto, fechou, mas continua a ser “ponto de apoio” para mulheres que se dedicam à prostituição.

Algumas mulheres que testemunharam durante o julgamento admitiram que continuam a utilizar o local que descrevem como “sem condições”.

Segundo contaram, levam para ali os clientes e pagam “cinco euros” à alegada proprietária do negócio por cada utilização dos quartos.