A Comissão Europeia não tenciona introduzir quotas nem qualquer outro sistema de controlo dos ‘stocks' de sardinha, desde que Portugal e Espanha continuem empenhados "numa gestão responsável" das unidades populacionais, disse fonte comunitária à Lusa.

"Desde que os dois Estados-membros continuem a mostrar no futuro um forte compromisso na gestão de modo responsável e prudente deste ‘stock', tal como o fizeram nos últimos anos, a Comissão não prevê introduzir quotas ou outra medida de gestão ao nível da União Europeia", disse a mesma fonte.

Bruxelas salienta que "para ajudar a recuperação da sardinha ibérica, Portugal e Espanha concordaram na aplicação de um plano conjunto de gestão, baseado nos pareceres científicos do Conselho Internacional para a Exploração dos Mares" (ICES, na sigla inglesa).

A Comissão Europeia adverte que irá "acompanhar muito de perto as medidas adotadas pelos dois Estados-membros, incluindo o uso combinado da quota em 2015".

Bruxelas salientou ainda à Lusa estar "ciente da importância socioeconómica e até cultural das sardinhas, em Portugal".

Em julho, o ICES recomendou que a captura de sardinha em águas ibéricas, devido ao mau estado das unidades populacionais, não ultrapasse, em 2016, as 1.587 toneladas, um décimo do permitido este ano e que já tinha sido considerado insuficiente pelos pescadores.