As denúncias de crimes e problemas nas escolas e imediações aumentaram 11%, atingindo 6.353 participações no passado ano letivo, revela o Relatório Anual de Segurança Interna, que refere casos de violência, roubo e uso de arma.

Mais de metade das queixas feitas aos agentes do Programa «Escola Segura» no ano letivo de 2012/2013 partiram das escolas de Lisboa e do Porto, escreve a Lusa, citando o relatório entregue esta segunda-feira no Parlamento.

No total, foram registadas 6.353 ocorrências, um problema que afeta com maior intensidade os grandes centros urbanos: os agentes receberam 2.595 queixas de escolas do distrito de Lisboa, 1.143 do Porto, 460 participações de Setúbal e 408 de Aveiro.

A grande maioria das queixas (4.489) foi de natureza criminal e aconteceu dentro das escolas. O relatório indica que duas em cada três participações referiam-se a crimes registados dentro dos estabelecimentos de ensino, uma situação que já se vinha verificando no ano anterior.

Os principais problemas detetados dentro dos muros da escola foram os casos de ofensa à integridade física, que motivou 292 participações, e o furto, que levou a outras 256 queixas.

Já no final da lista das ocorrências de natureza criminal aparecem 26 participações por posse e uso de arma e sete situações de ameaça de bomba.

O documento analisa também as situações ocorridas fora das escolas: o número de ocorrências também aumentou em relação ao ano anterior, passando de 1.401 casos denunciados em 2011/2012 para 1.490. A principal situação registada no perímetro envolvente ao estabelecimento de ensino foi a ofensa à integridade física, que motivou 50 queixas.

Já no percurso casa-escola, os casos de ofensa à integridade física motivaram 31 queixas e as participações relacionadas com ofensas sexuais outras 17 denúncias.

Comparando com o ano anterior, as participações aumentaram 11.04% no total e 7,11% no que toca apenas a ocorrências de natureza criminal (passou de 4.191 para 4.489).

O RASI 2013 debruçou-se também sobre a criminalidade grupal (crimes cometidos por três ou mais pessoas) e delinquência juvenil (que analisa apenas crimes cometidos por jovens entre os 12 e os 16 anos) e concluiu que continua a haver uma diminuição de casos participados às forças de segurança.