Portugal continental está a ser afetado por poeiras vindas dos desertos do norte de África, um evento natural que degrada a qualidade do ar e exige aos portugueses alguns cuidados, principalmente aos doentes respiratórios.

A «possível deterioração da qualidade do ar», que deverá prolongar-se pelo fim de semana, é apontada pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

Numa informação do departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente, é recomendado à população que reduza os esforços prolongados e efetuados ao ar livre, principalmente das crianças, idosos e doentes das áreas respiratória ou cardíaca.

Estes doentes devem ainda respeitar os tratamentos médicos em curso ou recorrer a cuidados médicos extra, em caso de agravamento de sintomas, alerta.

A presença de poeiras, vindas das regiões da Tunísia e da Argélia, associada à ocorrência de precipitação, que se prevê fraca no norte e centro, leva à acumulação de resíduos sobre os automóveis, por exemplo.

O fenómeno, que se iniciou na terça-feira, teve origem num centro de altas pressões localizado sobre a Líbia, conjugado com uma depressão a sudoeste de Portugal, levando à canalização das poeiras, a que se associou vento fraco que não contribui para dispersar os poluentes.

«As concentrações dos poluentes atmosféricos ainda não atingiram valores muito elevados, mas a persistência deste fenómeno pode agravar a qualidade do ar ao longo do dia, principalmente na faixa interior de Portugal continental», salienta a informação da Faculdade de Ciências.

O departamento acompanha diariamente a ocorrência destes eventos naturais e divulga os resultados junto das entidades gestoras da qualidade do ar, como a Agência Portuguesa do Ambiente e as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional.