Seis dos sete polícias envolvidos no caso da mulher morta durante perseguição policial foram constituídos arguidos. Os agentes foram ouvidos esta quarta-feira à tarde pela Polícia Judiciária (PJ), na qualidade de testemunhas, e a TVI sabe que apenas um não foi constituído arguido. 

Ao todo, na perseguição policial no Bairro da Encarnação, estiveram envolvidos sete agentes da equipa de intervenção policial de Loures. Cinco deles, armados com pistolas glock de 9mm, dispararam durante a ocorrência. Os outros dois estão à partida ilibados, porque um não disparou e o outro tinha uma caçadeira. Todas estas armas estão na posse da Polícia Judiciária, que está a investigar o caso.

A bala que matou uma mulher durante uma perseguição policial, esta madrugada, em Lisboa, vai permitir identificar o agente que disparou. Segundo apurou a TVI, o projétil ficou no corpo da vítima, que foi atingida no pescoço, e em breve será feita a autópsia no Instituto de Medicina Legal de Lisboa.

Segundo o comunicado da PSP, a mulher seguia num carro que não parou à ordem policial e que tentou atropelar os agentes, mas não estava relacionada com o gangue de assaltantes que estes perseguiam.

A viatura que se aproximou dos agentes tinha as luzes desligadas e não acatou a ordem de paragem. Os agentes puseram-se então à frente do carro e o condutor terá tentado atropelá-los. Mais à frente, outros agentes tentaram o mesmo e a reação do condutor terá sido também a mesma.

Foi nessa altura que um disparo de um dos agentes atingiu a mulher no pescoço.

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O condutor, que foi detido, não acatou a ordem de paragem da PSP e terá mesmo tentado atropelar os agentes.

Na sequência deste incidente, um dos agentes ficou com ferimentos ligeiros.

Ao que a TVI apurou, um outro polícia já tinha ficado ferido durante a perseguição policial aos assaltantes.

A Inspeção Geral da Administração Interna abriu entretanto um inquérito para investigar os factos que levaram à morte da mulher.