Os polícias vão ter formação para lidar com pessoas com deficiência, no âmbito do programa especial «Significativo Azul», cujo protocolo vai ser assinado esta sexta-feira na direção nacional da PSP.

O protocolo, que vai ser assinado entre a Polícia de Segurança Pública (PSP), a Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Social (FENACERCI), Instituto Nacional de Reabilitação (INR) e Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), visa contribuir para a segurança de pessoas com deficiência.

O comissário Hugo Guinote, da Divisão de Prevenção Pública e Proximidade da PSP, explicou à agência Lusa que o programa «Significativo Azul» se insere no policiamento de proximidade e vai funcionar em moldes idênticos ao programa Escola Segura.

De acordo com Hugo Guinote, a FENACERCI e INR vão dar formação, até ao final do ano, ao efetivo da PSP, principalmente àquele que trabalha nas esquadras.

A formação tem como objetivo ajudar os polícias a saber lidar com pessoas com deficiência e que passam a falar uma «linguagem comum», adiantou.

Após a formação, as esquadras vão celebrar protocolos de colaboração com as instituições locais de apoio aos deficientes, para que se possam realizar ações de policiamento e de sensibilização.

O comissário Hugo Guinote adiantou também que, ao abrigo deste programa, as pessoas com deficiência podem ser acompanhadas pela PSP entre o trajeto de casa e a instituição, como acontece com o programa Escola Segura.

O programa especial «Significativo Azul» pretende que a pessoa com deficiências tenha «confiança» no agente da PSP.

A assinatura do protocolo vai contar com a presença dos ministros da Administração Interna, Miguel Macedo, e da Solidariedade, do Emprego e da Segurança Social, Pedro Mota Soares.