A PSP destruiu hoje, numa unidade de transformação de metais na Maia, 6.000 armas brancas e de fogo, que se juntam às milhares já desfeitas este ano, num total de 25.000.

«As armas foram apreendidas em âmbito criminal, administrativo ou entregues pelas próprias pessoas», afirmou o diretor do Departamento de Armas e Explosivos, Paulo Pereira.

O superintendente realçou que as armas são destruídas quando não podem ser aproveitadas para fins operacionais, de formação, de investigação ou para exposição num museu.

A destruição de armas apreendidas, entregues ou declaradas como perdidas a favor do Estado não corresponde a um aumento da criminalidade, mas de uma «melhor gestão» dos depósitos da PSP, frisou Paulo Pereira.

«Há cada vez mais pessoas a entregar armas, mas a maioria resulta de ações de rua, rusgas ou buscas domiciliárias», disse.

Segundo Paulo Pereira, as 6.000 armas brancas e de fogo de diferentes calibres destruídas hoje foram recolhidas na região Norte e não estão relacionadas com crimes «violentos ou de sangue», mas com «irregularidades administrativas».

Esta ação no Norte é a segunda este ano, depois de no mês de fevereiro terem sido destruídas 4.627 armas.

O superintendente adiantou que, a nível nacional, esta é a oitava operação, tendo já sido destruídas 25.000 armas, mas até ao final do ano está agendada mais uma com mais 2.000 ou 3.000 armas.

«O processo de destruição de armas tem vindo a ser aperfeiçoado pela PSP, o que vai permitindo operações deste género que concentram um cada vez maior número de armas», afiançou o secretário de Estado da Administração Interna, João Pinho de Almeida.

O governante frisou que o facto de se estar a fazer um «tão significativo número» de destruição de armas pelo país não significa que haja um aumento da criminalidade.

João Pinho de Almeida salientou que as armas destruídas não são todas deste ano.

«A maior parte delas [armas] não tem condições de ser reutilizada pelo tipo que é, mas sempre que isso é possível faz-se», referiu.

O ano de 2013 terminou com um total de seis ações de destruição (cinco das quais realizadas em Lisboa e uma no Porto), em que foram destruídas 16.695 armas - 15.480 armas de fogo e 1.215 armas brancas.