A ministra da Administração Interna disse que perto de 900 agentes de segurança já foram alvo de triagem no âmbito da prevenção do suicídio nas forças de segurança.

Constança Urbano de Sousa falava, esta terça-feira, na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias. A ministra respondia a questões colocadas por deputados dos partidos da oposição que pretendiam saber como está a decorrer o plano de prevenção do suicídio nas forças de segurança.

A 26 de abril, na mesma comissão parlamentar, a ministra anunciou que tinham sido contratados mais dois psiquiatras para a Guarda Nacional Republicana, que iam entrar em funções em maio. A ministra voltou a dizer que o suicídio nas forças de segurança é uma questão "delicada e complexa" que deve ser abordada "com cuidado".

Os suicídios nas forças de segurança constituíram um dos assuntos abordados na comissão, tendo os deputados da comissão questionado a ministra sobretudo sobre as razões do atraso do plano de prevenção do suicídio.

Em abril, a ministra afirmara perante os deputados da comissão que o trabalho para rever o plano de prevenção do suicídio, nas forças de segurança, já fora concluído e que tinha sido assinado um protocolo com o Ministério da Saúde, para a criação de uma via verde, nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), para os elementos da PSP e da GNR, em risco de suicídio.

O deputado social-democrata Fernando Negrão foi um dos que questionou a ministra sobre o atraso no plano, ao que a governante respondeu que a questão está a ser tratada mas com o é uma questão "delicada" tem de ser tratada com "cuidado".

Outra das questões levantadas hoje pelos deputados da comissão diziam respeito à conclusão do estatuto disciplinar da Polícia de Segurança Pública (PSP) e Guarda Nacional Republicana (GNR).

A este respeito, a ministra disse contar ter um estatuto disciplinar da PSP em "julho", ou "o mais tardar em setembro" enquanto acrescentou não haver data prevista para o estatuto disciplinar da GNR.

Durante a audição, a ministra informou ainda os deputados sobre o quadro financeiro plurianual para a área dos Assuntos Internos, um programa divulgado na segunda-feira e no âmbito do qual Portugal dispõe de cerca de 36 milhões de euros em verbas comunitárias para gastar até 2020.

Do total dessa verba, perto de 30 milhões fazem parte do Fundo para o Asilo, Migração e Integração (FAMI) e perto de 36 milhões destinam-se ao Fundo de Segurança Interna (FSI).