A PSP de Vila Real está a alertar os alunos da cidade para os riscos de brincarem com as «bombinhas de Carnaval», ao mesmo tempo que intensificou as ações de fiscalização nos estabelecimentos que comercializam materiais pirotécnicos.

Nos dias que antecedem o Carnaval, a polícia intensifica as ações de prevenção e de fiscalização porque esta é também uma época propícia à utilização de artefactos pirotécnicos, aquilo a que se costuma chamar as «bombinhas».

Em Vila Real, hoje o dia foi dedicado às maiores escolas da cidade. Os polícias juntaram à aula teórica uma demonstração com um material pirotécnico usando uma pata de porco que acabou por ficar desfeita com a detonação.

O chefe Manuel Simões, da Equipa de Inativação de Engenhos Explosivos e Segurança em Subsolo, referiu que o objetivo é mostrar os efeitos que podem ser provocados nas mãos pela utilização deste tipo de materiais.

«Achei que foi esquisto. Já não vou brincar mais, já não quero. Aquilo é muito perigoso. Aprendi que não se deve brincar com isso. Que se alguém vir uma coisa destas deve avisar as autoridades, que eles sabem o que fazer», afirmou Pedro, de 12 anos e aluno da Escola de São Pedro.

Gonçalo, de 12 anos, mostrou-se surpreendido com o efeito do rebentamento, referindo que nunca pensou ser «tão forte».

«Nunca usei bombas de carnaval e agora também não vou passar a usar. Gostei muito desta ação, aprendi muito. Acho que as bombas de carnaval são muito perigosas», sublinhou o jovem estudante.

O professor Alexandre Breda destacou a importância deste tipo de ações de sensibilização.

«O que se pretende é chocá-los um pouco com o efeito do rebentamento da pata do porco, para eles terem mais cuidado quando veem este tipo de engenhos», salientou.

De cores vivas e apelativas, em forma de borboletas, aviões ou foguetes, as tradicionais «bombinhas de Carnaval» são um brinquedo considerado aliciante por muitas crianças, mas que se podem transformar em verdadeiras armadilhas.

Apesar de praticamente todos os anos ainda se registaram acidentes com vítimas, decorrentes da utilização destas bombinhas, o chefe Manuel Simões frisou que os números têm vindo a decrescer, muito por causa de uma maior sensibilização por parte das crianças para os efeitos nefastos.

Ao mesmo tempo que uma equipa da PSP estava na escola, outros agentes efetuavam ações de fiscalização em alguns estabelecimentos comerciais que têm à venda bombas de arremesso e outros brinquedos pirotécnico.

Estes artigos só podem ser usados por quem estiver licenciado pela PSP e a sua venda só pode ser feita por quem possua carta de estanqueiro. O incumprimento da lei implica uma coima que pode ir dos 250 aos 5000 euros.

«Esta ação tem dois objetivos, a prevenção e a fiscalização», frisou o comissário da PSP de Vila Real, João Martins.

O responsável frisou que, nesta altura do Carnaval, a polícia intensifica as ações, mas é um trabalho que decorre durante todo o ano no âmbito das suas competências exclusivas a nível de armas e explosivos.