Dezassete viaturas pertencentes à frota do Instituto Politécnico de Beja (IPB), entre automóveis e autocarros, foram vandalizadas hoje de madrugada e ficaram com os vidros partidos, estando a investigação a cargo da PSP, disse fonte policial.

O comandante distrital da PSP de Beja, superintendente Viola da Silva, explicou à agência Lusa que o alerta foi dado ao início da manhã, quando funcionários do IPB se aperceberam das viaturas vandalizadas.

«Fomos chamados ao IPB esta manhã e encontramos 17 viaturas com os vidros todos partidos», relatou, referindo que o ato de vandalismo «aconteceu hoje de madrugada».

A maioria dos veículos encontrava-se «no pátio interno do Instituto Politécnico», mas duas das viaturas também vandalizadas estavam estacionadas no parque da Escola Superior de Saúde.

«Partiram os vidros das viaturas no lado do IPB e deram-se ao trabalho de saltar o muro, para o outro lado da estrada, para também partirem mais dois carros no estacionamento dessa escola», afirmou o comandante.

A PSP acredita que o ato de vandalismo terá sido praticado «por um grupo», não por alguém isolado, e supostamente por quem «conhece bem o local e as viaturas», tendo por trás «alguma motivação».

«Quem fez isto foi lá apenas para partir carros do IPB e prejudicar a instituição», frisou Viola da Silva, acrescentando: «Obviamente que isto é deliberado e tem algum motivo por trás, não é um ato de vandalismo por si só. Quem o fez quis mandar um "recado" e tem alguma coisa a ganhar».

A Polícia faz patrulhamento noturno no interior do «campus» do Politécnico, algo de que os alegados autores da ocorrência também deveriam ter conhecimento.

«Inclino-me para a hipótese de isto ter sido uma ação de grupo. A carrinha da PSP que fez a ronda deve ter sido controlada à distância e, mal foi embora, vandalizaram a frota» do IPB, admitiu o comandante.

A PSP está a procurar identificar as motivações que poderão estar na origem do vandalismo, tendo o superintendente insistido em excluir a hipótese de uma destruição aleatória.

«Só partiram vidros, não levaram nada do que estava no interior dos veículos, nomeadamente um GPS topo de gama. Quem lá foi só quis partir os vidros», presumivelmente com recurso «a pedras e a um martelo ou pé de cabra», disse, referindo que os alegados autores não deixaram qualquer ferramenta no local.

Contactado pela Lusa, o presidente do IPB, Vito Carioca, lamentou a situação e explicou que causa «enormes prejuízos e consequências à instituição».

«É quase toda a nossa frota e as viaturas ficaram inoperacionais, o que vai prejudicar deslocações para estágios, viagens e visitas de estudo», disse, explicando que, quanto aos danos nos veículos, os prejuízos «ainda não foram apurados».