A PSP do Porto vendeu 180 armas num leilão de dois dias consecutivos que terminou esta quarta-feira com um volume de vendas na ordem dos 47 mil euros, disse à Lusa fonte oficial daquela polícia.

Das 199 armas que foram colocadas à venda em leilão hoje e terça-feira, registaram-se 240 licitadores que compraram 180 armas, disse fonte das relações públicas da PSP do Porto, informando que aquelas que não foram vendidas vão “para destruição”.

O valor total das vendas foi de “47 mil euros”, uma verba que “reverte a favor dos serviços sociais, porque é isso que está determinado em lei”, explicou a mesma fonte policial.

O leilão realizou-se na Sala de Formação do Comando Metropolitano do Porto por meio de licitação verbal com entrega à melhor oferta, que subia de dez em dez euros por licitação, explicou à Lusa o subcomissário Paulo Barros, referindo que nenhuma arma apreendida por crime de sangue foi leiloada.

Os interessados tinham no leilão armas de pressão de ar (para tiro ao alvo) com uma base de licitação de 50 euros, armas de caça grossa com base de licitação a partir dos 150 euros ou armas de coleção, como por exemplo utilizadas nas ex-colónias, com valores base de licitação na ordem dos 350 euros.

Havia também armas para defesa pessoal, cuja base de licitação começa nos 120 euros.

De acordo com o Regime Jurídico das Armas e suas Munições é da competência exclusiva da PSP a realização de um “leilão anual de armas apreendidas, achadas e perdidas a favor do Estado ou entregues voluntariamente a favor do Estado, bem como as armas provenientes dos processos mortis causa e das armas achadas”.

A PSP, que tem exclusividade de reunir armas apreendidas em Portugal, destruiu nos primeiros dez meses deste ano 27.991 armas.