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Lisboa: polícia cerca manifestantes contra despejo de casa ocupada

Cerca de 50 pessoas estão retidas pelo Corpo de Intervenção da PSP

Por: tvi24    |   2012-05-31 21:21

Cerca de 50 manifestantes que protestam contra o despejo de uma casa ocupada na Rua de São Lázaro, em Lisboa, estão concentrados em frente à Igreja dos Anjos, cercados pela polícia de choque.

De acordo com a Lusa, um cordão formado por cerca de 50 elementos do Corpo de Intervenção da PSP mantém os manifestantes retidos em frente à igreja.

A polícia foi, entretanto, buscar mais alguns dos manifestantes que estavam do outro lado da Avenida Almirante Reis, que estavam a repetir «repressão policial, terrorismo oficial», «muita polícia, pouca habitação» e «ninguém gosta de vocês».

O protesto começou às 19:00, no Martim Moniz, com cerca de 200 pessoas, que subiram a Rua da Palma e depois a Avenida Almirante Reis, até à Igreja dos Anjos.

No caminho, fizeram uma paragem na Travessa do Cidadão João Gonçalves, para uma vaia ruidosa em frente às instalações da Câmara Municipal de Lisboa, que ordenou o despejo hoje de manhã da casa da Rua de São Lázaro.

Cercados, os manifestantes continuam a cantar e a bater palmas, pacificamente, alguns sentados nas escadas e outros no chão.

Solidariedade no Porto

Meia centena de pessoas manifestou-se esta tarde frente à Câmara Municipal do Porto em solidariedade para com o despejo de hoje dos «ocupas» da Rua de São Lázaro, em Lisboa.

«Esta é uma marcha de solidariedade para com as vítimas do despejo que aconteceu hoje de manhã em Lisboa», explicou Pedro Lima, um dos participantes da manifestação que partiu da escola da Fontinha, local do qual o movimento Es.Col.A foi despejado pela polícia a 19 de abril.

À semelhança do sucedido então no Porto, agentes da Polícia Municipal de Lisboa retiraram hoje de manhã do n.º 94 da Rua de São Lázaro os «ocupas» que estavam no interior do prédio.

A marcha de hoje no Porto pretendeu ser uma «demonstração de solidariedade para com as pessoas que escolheram processos semelhantes» ao da Es.ColA. «na gestão de espaços que os poderes públicos abandonaram», referiu Pedro Lima à Lusa.

«Em segundo lugar, [é uma manifestação de] solidariedade com pessoas que foram solidárias connosco também na altura do despejo da Es.Col.A», acrescentou.

Pretendeu por fim ser uma «chamada de atenção para a quantidade de prédios e edifícios abandonados nestas duas cidades e uma grande percentagem deles graças à incúria dos poderes municipais, tanto cá como lá, que aparentemente preferem o abandono ao usufruto por parte das populações».


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EM BAIXO: «Ocupas» na Rua de São Lázaro, em Lisboa (foto Lusa)
«Ocupas» na Rua de São Lázaro, em Lisboa (foto Lusa)

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