Por: tvi24 | 13- 9- 2010 20: 43
A greve convocada pelo Sindicato Nacional da Polícia para entre 19 e 21 de Novembro mantém-se, pois «a decisão foi tomada
em assembleia-geral do Sinapol e não pode ser revogada pelo presidente» da estrutura, noticia a Lusa.
Relativamente
ao pré-aviso de greve emitido pela assembleia-geral do Sindicato Nacional da Polícia, «o que foi decidido está decidido e
não cabe ao presidente da direcção pôr em causa essa decisão», afirmou esta segunda-feira o presidente do Sinapol, Armando
Ferreira, numa conferência de imprensa, em Lisboa.
«A assembleia-geral é o órgão máximo e todas as decisões aí tomadas
só podem terminar com nova decisão da assembleia-geral», reforçou o dirigente sindical, acrescentando que, se a greve for
ilegal, «conforme dizem o ministro da Administração Interna e o director nacional» da PSP, estes que «intercedam junto das
instâncias com poderes para anular essa decisão».
Todavia, «se houver um regresso às negociações e certas medidas
[da Direcção Nacional da PSP] forem retiradas», o pré-aviso de greve pode cair, disse o líder sindical, criticando nomeadamente
as mudanças de horário dos agentes.
«Em Portugal, há polícias a trabalhar nove dias por semana para ter direito a
um dia de folga, quando para isso apenas deviam ter de trabalhar seis dias», exemplificou.
Armando Ferreira afirmou
ainda que tem recebido «demonstrações de solidariedade» de colegas, «mesmo de outros sindicatos» e tanto da PSP «como de outras
forças policiais», e assegurou que, «nos últimos quatro dias se juntaram ao Sinapol cerca de 120 novos sócios», que se vão
somar aos mais de 2660 inscritos até 1 de Junho.
«Com esta suspensão, a Direcção Nacional da PSP quer transmitir
uma mensagem a mim e aos presidentes dos outros sindicatos», declarou igualmente o presidente do Sinapol, segundo quem «a
PSP não está preparada para aceitar o exercício do sindicalismo no seu seio».
«Defender a honra»
Também
presente na conferência de imprensa, o advogado Santos de Oliveira declarou que esta foi convocada «para defender a honra
e a dignidade e exercer o direito de resposta público do cidadão, agente principal e presidente do Sinapol Armando Queirós
Ferreira».
O causídico garantiu ainda que Armando Ferreira «só foi notificado dois dias depois de ter sido feito
o anúncio público da suspensão e não foi notificado de nenhuma acusação mas apenas da instauração do processo disciplinar
e para vir a prestar declarações».
Santos de Oliveira garantiu ter dado entrada esta segunda-feira no tribunal um
«procedimento próprio» relativo à suspensão do líder sindical, para quem «este problema se tornou político».
Armando
Ferreira integra a Unidade Especial de Polícia, com sede em Belas, no concelho de Sintra, mas afirmou esta segunda estar «há
ano e meio em funções exclusivas no sindicato», pelo que não percebe como vai «ficar suspenso preventivamente».
A
Direcção Nacional da PSP anunciou no dia 8 deste mês a instauração de um processo disciplinar e «a suspensão preventiva» da
Polícia ao presidente do Sindicato Nacional da Polícia pela difusão de um pré-aviso de greve e «posteriores declarações prestadas
aos órgãos de comunicação social».
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