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PSP: um «desabafo» no Facebook para «refrear os ânimos»

Post polémico exige respeito pelos polícias. Gabinete de imprensa quer «espicaçar a discussão», mas apaga os comentários que «ultrapassam o limite do razoável»

Por: Catarina Pereira  |  9- 12- 2011  16: 26

Facebook PSP

Em plena polémica sobre a presença de agentes infiltrados na manifestação de 24 de Novembro, o gabinete de imprensa da Direcção Nacional da PSP colocou um post no Facebook a exigir respeito.

Segundo o porta-voz da Direcção Nacional, Paulo Flor, esta é uma «mensagem interna para os comentadores das redes sociais». «É exclusivamente para o público das redes sociais que, nas últimas semanas, se tem manifestado de forma menos própria, com linguagem que não é adequada», no mural da PSP.

Admitindo que, desde a manifestação, «tem aumentado» o número de mensagens ofensivas para a polícia, o comissário garante que o objectivo foi «refrear os ânimos no Facebook da PSP», através de um desabafo do ponto de vista social».

«Há um conjunto relativamente grande de pessoas, umas mais identificadas do que outras, com um discurso muito contundente com a PSP, mas, por muito que falem, nós estaremos sempre disponíveis para ajudar», explicou ao tvi24.pt.

A mensagem «agitou as redes sociais», o que deixa os seus autores satisfeitos, porque o princípio é o de «promover o diálogo e as interpretações», «espicaçando a discussão».

O porta-voz admite que os comentários estão a ser «monitorizados», porque muitos «ultrapassam o limite do razoável». «Esta é também uma forma de monitorizar quem escreve permanentemente no mural da PSP», acrescentou, prometendo que os «pensamentos construtivos» não serão apagados, mesmo que sejam «contrários às práticas instituídas na PSP».

Sublinhando que esta «não é uma posição oficial da PSP», Paulo Flor frisa as «diferenças óbvias de comportamentos e discursos» entre os posts nas redes sociais e os comunicados oficiais ou conferências de imprensa dos responsáveis da polícia.

«O Facebook é uma face invisível da polícia. O nosso principal objectivo é pôr anónimos a colocarem questões à polícia. Já houve processos disciplinares internos por questões levantadas no Facebook», adiantou.

Poucos minutos após o contacto com o tvi24.pt, foi colocado um novo post no Facebook da PSP.

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