As piscinas do Campo Grande, em Lisboa, começam hoje a transformar-se num complexo desportivo e devem reabrir portas até final de 2016, dez anos depois de terem sido encerradas por falta de condições.

Na cerimónia de lançamento da primeira pedra, o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, classificou o dia de hoje como “especial”, porque “Lisboa começa a recuperar mais um grande equipamento”.

“Damos mais um passo decisivo para a recuperação integral do Campo Grande: já está concluída a recuperação da parte norte do jardim, iniciaram-se agora as obras do [centro comercial] Caleidoscópio, damos agora início à recuperação da piscina e, dentro de meses, daremos início à obra da recuperação do jardim. No final de 2016, teremos recuperada a integralidade do Campo Grande.”


Questionado sobre o futuro das piscinas da Penha de França e da Quinta do Cabrinha, que continuam encerradas”, o presidente da Câmara de Lisboa disse que, no caso da Penha de França, o “projeto está avançado” e a obra deve “começar em breve”.

Num investimento de 8,5 milhões de euros do grupo espanhol Ingesport, as piscinas do Campo Grande vão reabrir com quatro salas para aulas de grupo, uma de fitness, três piscinas cobertas interiores (natação livre, aprendizagem e spa) e um circuito hidrotermal (spa, banho turco, sauna e duches de contrates).

Com uma área total de 6.200 metros quadrados, a piscina do Campo Grande vai ter ainda serviço para crianças (Go Fit Kids), consultas de nutrição, estética e massagem e estacionamento com mais de 185 lugares.

O contrato para a reabilitação da piscina do Campo Grande foi assinado em dezembro de 2012 com o grupo espanhol, também proprietário dos ginásios GoFit, e prevê que as instalações continuem a ser da Câmara de Lisboa e sejam concessionadas à Ingesport por 35 anos.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da Ingesport, Gabriel Saez, disse que as piscinas do Campo Grande vão funcionar num modelo idêntico às dos Olivais – também recuperadas e exploradas por aquele grupo -, sendo as mensalidades de 55,80 euros o bilhete família e 39,90 o individual.

Gabriel Saez adiantou que pretende abrir oito outros espaços em Portugal, num investimento na ordem dos 100 milhões de euros.

“Estamos com muito interesse em todas as grandes cidades de Portugal: Lisboa, Cascais, Oeiras e Porto, entre outras.”