A maioria dos alunos do secundário (73%) que, no ano passado, pediu a reavaliação das provas nacionais viu a nota subir, segundo o relatório do Júri Nacional de Exames (JNE), divulgado esta quarta-feira.

No ano passado, deram entrada 7.083 processos de reapreciação dos exames do ensino secundário realizados na 1.ª fase e, em 73% dos casos, os alunos tinham razão, já que a nota subiu, revela o relatório do JNE sobre o «Processo de Avaliação Externa de Aprendizagem - Provas Finais de Ciclo/Exames Nacionais».

No secundário, a reapreciação da prova pode significar uma descida de nota, mas tal só aconteceu em 10% dos casos, segundo o relatório agora divulgado.

Das cerca de sete mil provas avaliadas, 5.197 subiram a nota e 1.199 (17%) mantiveram a primeira avaliação.

Na 2.ª fase de exames, seis em cada dez pedidos resultaram numa subida de nota - em 24% dos casos, manteve-se a primeira avaliação e, em 15%, desceu.

Deram ainda entrada 392 processos de reclamação, um número residual tendo em contra as mais de 460 mil provas realizadas pelos alunos do ensino secundário.

Desenho A, História e Português foram as disciplinas que motivaram mais pedidos de reapreciação, enquanto as que levaram a mais reclamações foram Física e Química A e, novamente, Desenho A.

As disciplinas em que, em média, houve uma maior subida devido à reapreciação foram Francês, História e Cultura das Artes, Desenho A e Geometria Descritiva A.

O JNE revela ainda um caso de reavaliação a uma prova de Geometria Descritiva que significou um aumento de 80 pontos. O JNE considera este caso «muito pontual», uma vez que a média de melhoria a esta disciplina foi de 14 pontos.

Comparando os diferentes níveis de ensino, os alunos do secundário reclamam muito mais: num universo de cerca de 322 mil provas do secundário, 2,2% resultaram em pedidos de reapreciação, enquanto no básico apenas 0,2% das provas motivou tal pedido.

Nos três ciclos do ensino básico foram reapreciadas 1.336 provas finais, das quais 88% (1.173) significaram uma subida de nota.

Comparando com anos anteriores, o número de processos de reavaliação não foram muito diferentes, segundo o JNE.